16 junho, 2007

Saudade*


































[*"saudade", só conhecida em português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor; espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possuí-lo; quase exclusividade do vocabulário da lingua portuguesa, há mesmo um mito de que seja intraduzível]




The story of my life...







Alguém conhece o antídoto?









Ana Campos, Engenheira de Sistemas e Informática. Shanghai, China
Como muitos destes testemunhos, a minha aventura começou numa experiência Erasmus, no norte da Holanda. Seis meses na Universidadede Groningen que se estenderam em mais seis, num estágio numa empresana mesma cidade. Durante esse ano morei com pessoas de todo o mundo e aprendi mais do que em qualquer outro. E percebi que, como alguém dizia ,"Home is where the heart is".
Depois de um ano na Holanda (eu) e 9 meses nos Estados Unidos (o namorado), achamos que o rumo era a Ásia, desta vez juntos. Enviamos currículos, fizemos entrevistas à distância, investigamos, tiramos notas, abrimos mil e uma vez o google earth, na tentativa de percebera geografia de uma cidade distante. Escolhemos Shanghai porque nos atraiu o potencial da maior cidade da china, que combina o dinamismo de uma mega-metrópole e a diversidade da cultura chinesa.
Não viemos por falta de emprego em Portugal, ou motivados por questões financeiras. Viemos para fugir da rotina que se acomoda naqueles que ficam por território seguro e conhecido. Viemos pela diferença, pelo choque cultural, pelos cheiros e sabores, pelas coisas que não se aprendem nos livros ou na semaninha de férias no estrangeiro. Viemos para fugir ao crédito à habitação, ao carro pago às prestações, às pequenas coisas que nos amarram aos sítios de onde nunca mais temos coragem de sair.
Por isso em Abril embarcamos num avião e cá estamos, felizes e empregados, a descobrir aos poucos uma cidade nova. Daqui a uns anos, quando nos fartarmos ou quando nos picar outra vez o bichinho (ou as saudades) e nos mudarmos para outro continente, volto a escrever outra entrada. Até lá!

Posted by GAP





O post que eu gostaria de estar a escrever daqui a uns tempos...






15 junho, 2007

Early morning wishes







Que todos os taxis de Barcelona ficassem ocupados
e não te pudessem levar para longe de mim





14 junho, 2007









Quero lhe implorar
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.


Rainer Maria Rilke, excerto de "Cartas a um jovem poeta"





amo



não sei amar



estou cansada






to tresure*



que julgas tu ser?


"Sem ti o mar, apesar de todas as suas anémonas, parecia triste e vazio. E eu passava os dias inteiros a suspirar. E não sabia o que havia de fazer"





[*to take great care of something because you love it and consider it very valuable]






Um ano depois as saudades voltam a arder
Ao mesmo tempo que me aconchega a certeza
de que és a parte preferida de mim



*todos os dias peço às fadas para te protegerem sempre*






Paisson fruit














13 junho, 2007

Antes do anoitecer...




















Dizem que, para quem tem um irmão mais novo, o seu nascimento é das primeiras memórias a serem guardadas.

Lembro-me mais longe... lembro-me das lágrimas da mãe, a chorar o outro irmão que não foi e depois logo outra barriga e tu! Sempre que ía às ecografias colava o olhar naquele ecrã negro e dizia assustada que não queria um irmão preto, enquanto a mãe me passava a mão pelos cabelos e respondia que o pai também não iria gostar...

E depois, numa noite, tive que acordar ainda mais cedo do que quando ía para a escola, o pai a conduzir depressa nas ruas desertas até à maternidade onde nasceste, onde eu também nasci.

No dia seguinte levamos rosas pequeninas à mãe, das que ela gosta tanto que ainda se lembra. E tu, tão pequenino, agarrado ao coração da mãe.

E agora, assim, 20 anos, a correr, a mostrar que a vida passa e que só as memórias ficam, a dizer-nos o que fomos, o que somos. Lembraste? Quando chegávamos a casa de férias e brincávamos horas e horas seguidas, com os brinquedos todos juntos, tantas eram as saudades que tínhamos deles? E quando íamos para a praia e choravas quando te punham creme e eu te dizia que não fazia mal, que to tirava, enquanto to espalhava pelo corpo até desaparecer. E quando querias muito uma fantasia de Carnaval e depois chegava o dia e não a querias vestir e ficavas com cara triste nas fotografias do colégio. E como dizias que querias ir viver para o Algarve para seres preto como o Neno. E quando vias os mesmos filmes vezes e vezes sem conta, até a cassete estragar. E como foste crescendo, com uma bola na mão, a fazer como o pai, até hoje, com os prémios e as vitórias e os roubos de bola matreiros e os 47 pontos, a mostrar que és tu que decide onde serão os limites. E a mãe a dizer "sejam amigos quando forem gandes". Sim, seremos... Porque o mundo é melhor quando se tem por perto outra metade de nós...


*imagem de Elena Odriozola*







12 junho, 2007

E roubo para mim as tuas palavras...


*moumine*











gostava de ser como uma fada,
que passa pela vida das pessoas tornando-as,
de alguma forma, mais preenchidas e felizes...






11 junho, 2007

La educación de las hadas








Quién se va,
quién se queda,
a quién le duele más la soledad
a quién le duele más la soledad
si todos los rincones de mi vida tienen algo tuyo.

¿Cuál es tu camino?
¿Cuál es el mio?
Dónde se encontraron,
dónde salía.
Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Con lo pequeño que es el tiempo,
quién recogerá el perdido.
Si tu me cuidas, yo me curo.
Mi cura es tu compañía.

Deja que te cuide la hada,
tu hada.
Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Mis cinco sentidos son para tí,
mi tiempo para tí,
mi mano para sujetarte a ti,
y mi alegría para que la bebas toda tú.

Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Déjame que te acompañe.








Current mood











...





10 junho, 2007











09 junho, 2007

Tarde cinzenta em praia às cores...








"Não te havíamos avisado, sobre a novidade dos sentimentos humanos? Como eles nos enredam em novelos macios de enganos. Coamenel, os Outros, não se cansavam de te prevenir. Mas tu, já enrolada. Assusta-me, que o nosso mundo seja assim vulnerável, permeável, a umas simples cerejas(...)"



*que me sejam desculpados estes roubos e abusos...




08 junho, 2007







“The only people for me are the mad ones,
the ones who are mad to live,
mad to talk,
mad to be saved,
desirous of everything at the same time,
the ones who never yawn or say a commonplace thing,
but burn,
burn,
burn,
like fabulous yellow roman candles exploding like spiders
across the stars and in the middle you see the blue
centerlight pop and everybody goes "







01 junho, 2007

Desígnio do viajante




Nunca ninguém se perdeu. Não se pode perder quem nunca pode ter um só caminho, um fim de estrada guardado na sombra de uma árvore velha, um poço de água e fruta acabada de colher. Nunca ninguém se perdeu, porque todos os caminhos são os teus caminhos, e todos os erros, atalhos para outra verdade.







Por vezes emaranho-me em mim mesma até um ponto em que tudo o que é importante se dilui e em que fico apenas num vácuo desorientador.
Qual é o caminho? Por onde?

Quero começar outra vez
Deixar este atalho
Começar outro caminho
Começar
Começar






Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
Saudades
...
...
.

31 maio, 2007

Afinal a vida é simples...






Nós é que a complicamos...






















30 maio, 2007

De sonhos e cerejas...







Que bom, que bom, que bom!!!



Ter surpresas destas a entrarem-nos pela casa com o aviso da campaínha, numa caixinha vermelha, a amparar magia. Abrir e ter cerejas, sonhos, cores, vitaminas ;) e palavras a tocarem, a preencherem, mais uma vez, sempre como se fosse a primeira e única.



Saudades*saudades*saudades*saudades.



Dos risos e dos saltinhos, das partilhas, dos passeios com o rio ao lado, das viagens pela estrada fora, dos martinis ao fim do dia, das surpresas, dos mimos. Dos dias que ganham côr e contornos só porque os partilhamos.



Doce doce doce



*Gata garota doce de leite brigadeiro jaca quindim caipirinha caipirosca água de côco mousse de manga morangosca tarte de maracujá*



Doce doce doce



Não há NADA tão doce como tu











Minha querida que honra ter o direito de receber pelo correio as tuas primeiras palavras em conto, mágico, delicioso, palavras atrás de palavras como as cerejas.



Maio na Península, umas mais a ocidente, outras com os pés no Mediterrâneo. Mas ligadas por muitos sorrisos. E por beijos, que daqui te envio...



Que bom... ser assim abraçada mesmo à distância. Vontade de vocês.



Até já...



*Angela...até lá dás muitos mimos por mim ao peixinho do mar? Muitos? Muuuuuuitos?*
















Me niego a vivir en un mundo ordinario como una mujer ordinaria. A establecer relaciones ordinarias. Necesito el éxtasis. Soy una neurótica, en el sentido de que vivo en mi mundo. No me adaptaré al mundo. Me adapto a mí misma
Anais Nin







28 maio, 2007





É minha!
Eh!


Bcn em pormenores...







27 maio, 2007

Feliz cumpleanos







Cumpleaños feliz

cumpleaños feliz

te deseamos Agata

cumpleaños feliz




26 maio, 2007






Primeiro jantar cá em casa
Entre estreias e despedidas...



20 maio, 2007






Oficialmente aberta a época balnear com direito a mergulho nas águas do mediterrâneo
(e não nas gélidas águas das praias do norte de Portugal
E mais uma vez esta foto por aqui...



 
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